Num cosmos silencioso, sustentado apenas pela mente que o sonha, seres feitos de areia cósmica percorrem o vazio. Moldam possibilidades, observam a própria existência e movem se por universos internos onde a forma nunca é fixa e o tempo não tem direção. É um mundo que respira sem corpo, que existe sem matéria, que se expande apenas porque é pensado.
Longe dali, ou talvez demasiado perto, um corpo humano entra em decomposição. O frio avança, a consciência reduz se a um traço, a energia dispersa se pelo espaço. A decomposição torna se um ritual lento, inevitável, onde cada camada de matéria se desfaz enquanto o mundo físico continua indiferente.
E então, no instante em que a última presença humana se dissolve, algo impossível acontece. Um ser da mente atravessa o limite do seu universo e testemunha a dissolução do corpo. O que observa e o que se desfaz parecem reconhecer se, como se um tivesse nascido do pensamento do outro. Por um momento, breve ou infinito, o real e o imaginado tocam se, criando uma ponte silenciosa entre dois modos de existir.
O universo que nasce da mente, o corpo que regressa à terra, e o encontro que não deveria ter acontecido. No fim, resta apenas um ponto suspenso entre dois silêncios, onde cada leitor decide se a criação encontrou o seu criador… ou se ambos desapareceram no mesmo vazio.
| Número de páginas | 50 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Colorido |
| Tipo de papel | Couche 90g |
| Idioma | Português |
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