O que muda quando a Amazônia deixa de ser apenas um lugar onde a História da Educação é pesquisada e passa também a ser um lugar desde o qual seus problemas são formulados?
História da Educação desde a Amazônia parte dessa questão para propor um deslocamento historiográfico: compreender as experiências amazônicas não somente como objetos de investigação, mas como experiências capazes de interrogar categorias, escalas, periodizações e interpretações consolidadas no campo.
Sem negar a importância da História da Educação na Amazônia, o livro sustenta que esse acúmulo tornou possível avançar do “na” ao “desde”. Para isso, articula debates sobre lugar social, colonialidade, diferença, sujeitos, saberes, fontes, memória, oralidade, imagens e cultura material, em diálogo com autores como Michel de Certeau, Walter Mignolo, Davi Kopenawa, Beatriz Nascimento e Ana Pizarro.
A obra apresenta ainda a noção de participação epistemológica e demonstra sua operação historiográfica por meio da instrução pública primária na Comarca de Macapá no século XIX.
Mais do que reivindicar uma excepcionalidade amazônica, o livro propõe pluralizar os lugares de produção do conhecimento histórico: as perguntas podem ser situadas; as respostas precisam ser historiograficamente demonstradas.
Esse texto também está coerente com a estrutura dos quatro movimentos da obra — acúmulo, problema, deslocamento e demonstração — e evita apresentar o “desde” como escola fechada ou privilégio epistemológico.
| ISBN | 978-65-266-8627-0 |
| Número de páginas | 120 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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