Essa minha obra é marcada por um olhar muito mais que pedagógico, mas sim humano. Acredito que a inclusão é algo que precisamos construir dia após dia. Conheço bem os desafios que enfrentamos em cada abordagem e, em cada momento que tentamos ser um educador melhor, estamos sujeitos à rejeição e até mesmo à desvalorização.
Mas proponho um olhar diferente: ver cada criança autista como um ser desamparado, precisando de cirurgiões pedagógicos que possam realizar verdadeiras intervenções pedagógicas e, muitas das vezes, humanas também.
Creio que ser educador significa seguir em frente, mesmo nos momentos mais doloridos, compreender que não somos deuses, mas sim meros sonhadores, acreditando em um pequeno devaneio, que é um mundo mais justo, igualitário e que seja para todos, e não somente para alguns que são denominados "normais".
Creio que talvez o educador nunca receba seu devido reconhecimento pela sociedade. Na minha perspectiva, sua maior recompensa será ver um sorriso em uma criança que já tinha desacreditado da alegria. É olhar o sorriso de uma mãe para quem, por muito tempo, a alegria já não existia mais. É perceber que seu pequeno trabalho trouxe muita alegria.
Também sei que somos educadores em momentos de alegria, mas também em momentos de extrema tristeza. Haverá dias em que iremos querer desistir. Não julgo nenhum educador por pensar assim, pois eu também já pensei e, provavelmente, pensarei mais vezes durante minha trajetória como educador. Educar muda vidas.
| Número de páginas | 53 |
| Edição | 2 (2026) |
| Idioma | Português |
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