"Você tem ansiedade." "Isso é TDAH." "Você é borderline." O nome alivia, organiza, explica. Mas há um instante silencioso em que "eu tenho um sintoma" se transforma em "eu sou esse sintoma", e um diagnóstico que nasceu como ferramenta clínica provisória se instala como identidade definitiva.
Neste livro, o psicanalista Rigner Breder investiga o que acontece quando um rótulo deixa de nomear parte da experiência e passa a substituir a pessoa inteira. Sem negar o valor da psiquiatria e da psicologia clínica, a obra dialoga com Freud, Lacan e Foucault para escutar o que nenhum manual diagnóstico consegue captar sozinho: a história e o sentido singular de cada sofrimento.
Em sete partes, o leitor percorre a cena em que o nome chega, o mecanismo psíquico da identificação, a cultura contemporânea que transforma diagnósticos em identidades prontas nas redes sociais, e doze perfis reconhecíveis, do ansioso crônico ao narcisista, em que essa captura se repete sob nomes diferentes. O livro chega a um convite concreto à desidentificação: reescrever a própria narrativa sem negar o sofrimento real.
Escrito com rigor teórico e linguagem acessível, é leitura essencial para quem carrega um diagnóstico, seu ou de alguém que ama, e para profissionais de saúde mental. Porque você não é um diagnóstico. Você é, e sempre foi, muito mais do que isso.
| Número de páginas | 344 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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