Em Arranjos Produtivos Locais e Agricultura Familiar no Semiárido Alagoano, José Ribeiro da Silva mergulha no coração do sertão para desvendar um dilema contemporâneo: o que acontece quando políticas públicas globais tentam "empresariar" a vida de quem cultiva a terra por tradição? A obra analisa a década de 2000 a 2010, período em que o semiárido alagoano — com foco em São José da Tapera — tornou-se laboratório para os Arranjos Produtivos Locais (APLs). O autor explora como a apicultura e a ovinocaprinocultura foram apresentadas como "salvações" econômicas, mediadas por uma Assistência Técnica (Ater) que muitas vezes ignorou o saber ancestral do camponês. O livro não é apenas um estudo acadêmico, mas um manifesto crítico. Silva revela que a lógica produtivista, focada em metas e tecnologia, frequentemente silencia o agricultor, transformando-o em peça de uma engrenagem que ele não domina. A obra questiona: estamos promovendo o desenvolvimento ou apenas criando novas formas de dependência? É uma leitura essencial para quem deseja entender o Nordeste além dos clichês da seca. O autor propõe um novo olhar, onde a identidade camponesa e a convivência com o semiárido não sejam obstáculos ao progresso, mas a base de uma autonomia real e participativa.
| ISBN | 9786526663158 |
| Número de páginas | 78 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
Tem algo a reclamar sobre este livro? Envie um email para atendimento@clubedeautores.com.br
Faça o login deixe o seu comentário sobre o livro.