Quando você deposita dinheiro em um banco, o senso comum diz que ele guarda seu dinheiro e o empresta a outras pessoas. Essa imagem é falsa, e entendê-la muda completamente a forma como se lê a economia. Os bancos não emprestam depósitos existentes: eles criam moeda no momento em que concedem crédito, registrando simultaneamente um ativo e um passivo nos seus balanços. O dinheiro que você tomou emprestado não existia antes da assinatura do contrato. A tese central deste volume da série Economia em Foco é que bancos não são intermediários neutros entre poupadores e tomadores de crédito: são criadores de moeda por contrato, instituições com poder estrutural sobre o investimento, o consumo e a política econômica, cujos lucros dependem da manutenção de um sistema que privatiza ganhos e socializa perdas. O livro abre explicando o que é um banco e a diferença entre moeda criada pelo Estado e moeda criada pelos bancos. Em seguida percorre o debate teórico: a teoria da intermediação financeira, o mito do banco como guardião de poupanças, a confirmação do Banco da Inglaterra sobre criação monetária, a reserva fracionária, e Minsky sobre ciclos de crédito e instabilidade financeira como norma, não exceção. Na perspectiva crítica, examina o lucro bancário como extração via juros, tarifas e spreads, a financeirização, o princípio too big to fail como privatização de lucros e socialização de perdas, e o racismo bancário como dimensão da exclusão financeira.
| ISBN | 9786502210727 |
| Número de páginas | 99 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | Pocket (105x148) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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