Há homens que não deixam nome em placas de bronze, mas deixam raízes profundas no coração de quem os amou. Este livro é a homenagem de um filho ao pai — Salvador, o "Doda" — um menino órfão que, na poeira das estradas de Jaú, aprendeu cedo o peso do mundo e a coragem de sonhar.
Engraxate na praça, guia de cegos na fumaça das locomotivas da Companhia Paulista, goleiro lendário apelidado "Borracha" nos campos de várzea, colono nas terras roxas do Paraná: Salvador atravessou a vida com as mãos calejadas e o peito cheio de fé, construindo, ao lado de Zenaide, uma família que se tornaria seu maior legado.
Com prosa emotiva e cheia de imagens sensíveis — o cheiro do café coado, o som da viola na varanda, o sorriso que esperava os filhos no portão de casa —, esta narrativa resgata do esquecimento a trajetória de um patriarca que transformou a escassez em fartura de afeto e a orfandade em uma linhagem inteira de amor.
Mais do que uma biografia, é um convite para lembrar dos gigantes anônimos que moldaram nossas próprias histórias — os pais, avôs e velhos de cada família, cuja memória resiste ao tempo enquanto houver alguém para contá-la.
Uma leitura tocante para quem acredita que a verdadeira grandeza está nos pequenos gestos, no trabalho honesto e no amor que atravessa gerações.
| Número de páginas | 154 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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