Em Esperança que não chega, o autor Francisco Goiabeira propõe uma reflexão profunda sobre a saúde mental e a liderança nas organizações contemporâneas. Através de conceitos filosóficos e da psicologia, a obra desconstrói o "mito da produtividade infinita", revelando como a cultura corporativa atual encara o cansaço como incompetência e o limite como fracasso moral. Esta cobrança invisível submete indivíduos biológicos a uma busca impossível pelo infinito, gerando a exaustão que alimenta os altos índices de pânico e burnout.
Goiabeira utiliza a poética "metáfora das bordas da tela": tal como um quadro precisa de margens físicas para que as tintas ganhem forma e beleza, o ser humano precisa de limites claros para que a vida ganhe contorno e significado. Através de relatos realistas de gestores que colapsaram ao tentar abraçar o controlo absoluto, o livro ensina a "escutar o sintoma". Em vez de romantizar a dor, o autor propõe o Inventário do Contorno, incentivando o leitor a validar o repouso e a aceitar a racionalidade limitada.
Esta obra é um manifesto em defesa do "tamanho humano" e do valor sagrado do trabalho ordinário executado com presença e ética. Ao renunciar ao heroísmo tóxico e cultivar uma resiliência finita, o leitor aprende a soltar as amarras do incontrolável e a redescobrir a beleza e a liberdade contidas na aceitação dos seus próprios limites.
| Número de páginas | 216 |
| Edição | 1 (2026) |
| Idioma | Português |
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