“Ser ou não ser, eis a questão.”
A dúvida de Hamlet atravessou séculos porque não é apenas o dilema de um príncipe dinamarquês — é o dilema da humanidade inteira. Entre existir e desistir, entre o caos e o sentido, o homem moderno continua a repetir a pergunta que Shakespeare colocou na boca de seu herói: vale a pena viver? E, se vale, viver para quê?
O ateísmo contemporâneo tenta responder a essa angústia com o silêncio do acaso. Diz-nos que não há um propósito maior, que a vida é apenas a soma de processos naturais, uma chama breve que se apaga sem testemunhas. Para muitos, essa resposta parece libertadora; para outros, intensifica o desespero de Hamlet, porque diante da ausência de um sentido último, a pergunta se torna ainda mais cortante: por que continuar?
É então que, no meio desse deserto existencial, ressoa outra voz — mais antiga, mais serena, porém infinitamente mais radical. No Sermão do Monte, Jesus Cristo não oferece uma fuga da realidade, mas uma visão completamente nova dela. Ele não ignora a dor humana; antes, Ele a confronta com uma promessa: a de que existe um Reino onde a pobreza de espírito é riqueza, onde os que choram serão consolados, onde os mansos herdarão a terra, onde os perseguidores da justiça encontrarão consolo e significado.
Se Hamlet representa o homem diante do abismo, o Sermão do Monte representa o homem diante da possibilidade.
Entre o ceticismo e a fé, entre o niilismo e o Reino, a humanidade se encontra, como o príncipe, segurando a próp
| ISBN | 9786501869292 |
| Número de páginas | 202 |
| Edição | 1 (2025) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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