Escrito pelo italiano Alfredo Panzini em 1893, este seu primeiro romance não tem, ao contrário do que o título parece indicar, cunho notadamente religioso ou esotérico, exceto talvez pelo cristianismo “primitivo”, quase puro, de seu personagem central, G. Giacomo, homem simples, que regula sua vida pela natureza e pelas estações do ano. Trata-se de obra de teor histórico, ou mesmo sociológico, que retrata as rápidas transformações pelas quais passou seu país no terço final do século XIX, quando a vida urbana começava a predominar e deixar para trás, pouco a pouco, a tranquila vida rural em que a maioria da população vivia. Giacomo questiona todo aquele progresso veloz, todo aquele modernismo vazio e sem sentido, através de diálogos de fundo reflexivo, filosóficos por excelência, mas de fácil entendimento para qualquer leitor. Tais diálogos são frutos de discussões saborosas que trava com um padre, um médico, um tabelião e um cientista evolucionista. Um amplo painel das ideias que campeavam naquele período turbulento, não só na Itália, mas em todo o mundo. Mas, e os mortos? Os mortos somos todos nós, atropelados pelo imparável progresso, que nos atropela com a mais absoluta indiferença. Enquanto viveu, Giacomo tentou, a exemplo de Quixote, lutar contra ele, preservando os seus caros valores a todo custo. E talvez sua luta não tenha sido em vão.
| ISBN | 9786502269879 |
| Número de páginas | 150 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
Tem algo a reclamar sobre este livro? Envie um email para atendimento@clubedeautores.com.br
Faça o login deixe o seu comentário sobre o livro.