Quando a Graça Foi Colocada em Julgamento
Há momentos na história da Igreja em que o silêncio se torna pecado e a neutralidade, traição. O Sínodo de Dort nasceu em um desses momentos. Não surgiu do conforto acadêmico, nem do desejo de vencer debates, mas da urgência pastoral de preservar o coração do Evangelho quando ele começou a ser lentamente deslocado. O que estava em jogo não era um detalhe periférico da fé cristã, mas a própria pergunta que sustenta toda esperança humana: quem, afinal, salva o pecador?
Ao longo dos séculos, Dort foi caricaturado como um concílio frio, político e inflexível, conduzido por vencedores intolerantes que esmagaram adversários mais sensíveis. Essa narrativa, repetida com facilidade em púlpitos e salas de aula, raramente é acompanhada de leitura séria dos documentos, do contexto ou das Escrituras que fundamentaram suas decisões. O resultado é uma memória distorcida, onde a firmeza é confundida com crueldade e a fidelidade é tratada como autoritarismo.
Este livro nasce da convicção de que essa história precisa ser contada novamente — não para glorificar homens, mas para restaurar a verdade. Dort não foi um espetáculo de poder, mas um ato de responsabilidade espiritual. Seus participantes sabiam que ideias têm consequências, e que uma pequena alteração na doutrina da graça inevitavelmente produziria grandes deformações na vida da Igreja.
| Número de páginas | 94 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Couche 90g |
| Idioma | Português |
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