Os Antediluvianos Parte II
Ynoqvÿ
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Ocidental, Metafísica, Filosofia / Religião, Religião, Filosofia
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Sinopse

E vi muitos anos se passarem. Assisti Kâæz terminar a construção do seu castelo naquele campo, outrora virgem.

Eu estive com ele e, nesses tempos, teu Pai Sombrio, passara a me ouvir. Eu o visitava na florescência da macieira, onde regozija as três faces de Bâtv.

Quando Kâæz se satisfazia, tocando-se em completa comunhão com seu templo carne, eu o assistia e em seu êxtase, podia vê-lo explodir em glória.

Nesses tempos, eu lhes transmitia os conhecimentos.

Trouxe a ela a flauta de Gomÿdâkâ (Gomiedaca) para que, tocando tal instrumento, dominasse a mente de todos os primeiros homens e animais e estes, lhes serviriam como servos na construção daquela gigante e divina cidade, que Kâæz chamou tal como o nome de seu filho: Ynoqvÿ.

E no banquete ao luar em comemoração ao termino da sua grandiosa e Luxuosa construção, o æho Enoque estava ao seu lado, jovem e obstinado, assim como o pai era, quando foi amaldiçoado.

Kâæz ainda mantinha o pensamento de que ser iniciado em seus conhecimentos mágicos que aprendeu com Lilith e com outros ângæhox das terras de Nod e, a desenvolver os seus poderes internos, era sinal de uma maldição; uma ousadia grave contra o Rei do Sol e, o tornava alvo do Gradesudim.

O coração do primogênito æho de Jäë ainda estava pesado com esse sentimento de culpa e, ele não queria que nenhum de seus amados, agora sua família, experimentasse desse sentimento, embora ele confessasse que sua Fâtâ o ajudou e muito na sua evolução. Mas, ele conhecia as grades mentais de Hâs'vâ (Hãxvã).

Secretamente, Kâæz estava se relacionando com sete seres que não falavam língua alguma, seus pés não tocavam o chão e não pronunciavam se quer uma palavra com os lábios que, Kâæz, nem tinha certeza se eles possuíam ou não uma boca, pois todos os corpos desses sete seres eram envoltos com um manto negro, da cabeça aos pés, sem expor nenhum de seus membros.

Eles conversavam com Kâæz, falando dentro de sua mente.

Eles eram Mëkâül, Rafael, G-Brël, Vrëül, Zârâkëül, Jëgvthëül e Sëâltëül. Eles eram príncipes das miríades de Solæ, Lvnæ, Mârtÿ, Mÿrkv, Lvpæ, Vënv e Sâtsvr, os Sete mundos criados pela Fraternidade Eterna para abrigar os invólucros conscientes.

Características
Número de páginas 284
Edição 1 (2021)
Formato A5 (148x210)
Acabamento Brochura c/ orelha
Coloração Preto e branco
Tipo de papel Offset 75g

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Ordës mÿ Kâæz

Enoque, segundo a tradicional lenda cainita, foi a primeira cidade que, por sua vez, recebeu o nome do primogênito filho de Caim e, ali, se edificou um glorioso reino que não só possui uma importância mitológica para os membros da Ordem de Kâæz, como também nos permite especular livremente a grandeza daquele povo, suas organizações e necessidades que, segundo o mito, dá à luz a Ordem dos Cainitas em tempos difíceis, onde as leis começaram a ser necessárias para que houvesse completa socialização e prosseguimento das querências do Rei daquelas terras, o filho de Âdâ (Adão) e Jäë (Eva).

As principais religiões do mundo e suas respectivas filosofias, falam de Caim como alguém que devemos superar, principalmente quando notamos que sua fama está intimamente atrelada ao primeiro fratricídio, segundo os mitos.

Para os membros da Ordem de Kâæz há muito mais à saber, ver e perceber a respeito desse patriarca que vai além das resumidas páginas de sagrados livros, dos quais, movemos grandioso respeito.

Se por um lado, Kâæz (pronuncia-se Caaib), como é conhecido por nós, tem seus erros cometidos pela sua inicial ignorância a respeito do mundo a seu redor, doutro, o temos como uma personalidade que pode nos inspirar ao principal cerne do comportamento cainita: O questionamento.

A dita Caimária do Brasil, consolida então, a organização detalhada da Sagrada Ordem de Kâæz que ressurge em tempos modernos, apoiada em sua tradição que estava sendo transmitida de boca à ouvido, através da Mentoria de seus pupilos, por todos esses anos.

A Caimária, por sua vez, entende-se como Escola Cainita que, oferta de maneira mais aprofundada, os conhecimentos e mistérios que orbitam sua Filosofia Especulativa Mistérica, multiplicando-se em quantidade de membros de maneira mais rápida, fortificada e ainda, discreta.

Atualmente, os membros da Ordem de Kâæz consideram seu tempo de existência muito maior que a fundação da Caimária do Brasil, enquanto Academias de Mistérios e Filosofia Cainita. Essa consideração se dá pela compreensão de seus íntimos mistérios e de sua profunda ligação com a tradição edo-enoquiana.

Ainda assim, é importante ressaltar que considerar o tempo da existência da Ordem de Kâæz como de longa data, não está ligada a supervalorização e tampouco a desmedida fé. Trata-se apenas do resultado da lógica observação sobre seu conteúdo, sua estrutura e seus ricos detalhes que fazem jus a verificação de que não se é humanamente possível, fabricar tantos detalhes em tão pouco tempo.

A Ordem de Kâæz permanece ofertando a oportunidade de adentrar a seus mais profundos mistérios a partir de suas genuínas ferramentas, tais como:

• Calendário próprio contendo 14 meses, cujo ano atual é de 3554;

• Idioma ritualístico denominado Âlæfÿr;

• Panteão conhecido como Fraternidade Eterna e, embora não seja uma religião e não tenha a pretensão de tomar o lugar de fé de seus membros, a Ordem observa a mitologia para auxiliar na compreensão de seus mistérios;

• Ritos e Cerimônias unicamente ligados à linha cainita.

• Livro da Lei para Ordenados e Livro de Regras (VAMECULA) para os não nascidos em berço da tradição, ofertando a oportunidade de serem reconhecidos como Popvlos (Povos de Enoque);

• Rito de Iniciação Complexo e particular;

• Pirâmide de Graus de acordo com o vínculo do membro para com a Ordem;

• Mais de 200 livros/livretos sobre a Filosofia Cainita;

• Sigilos e saudações íntimas dos cainitas;

• Hinos tradicionais da Ordem;

• Base de pensamento oriundo da união da Ciência, Fâtâ (Princípio Mistérico) e Religião com o intuito de sondar a Verdade buscada por seus membros;

• Festividades tradicionais;

• Fomentação do livre pensamento e da ausência do dogmatismo;

• Ostentação da Fraternidade, Justiça e Respeito;

• Departamentos de Regulamentação, Coordenação, Acadêmicos, Ritualísticos, Cerimoniais, Zeladores das Leis e de validação territorial;

• Disciplinas de desenvolvimento espirito-mistérico tais como: Neuromagia, Herbologia, Atrium e Espiritualidade, Animagia, Angelologia, Alquimia Edo-Enoquiana, Trato do idioma ritualístico, aperfeiçoamento pessoal/profissional, Inteligência Emocional e Filosofia.

Os membros conhecidos como Órfãos (refere-se àqueles que não estão ligados à Ordem de Kâæz), necessitam vincular-se através de uma Escola/Academia oficializada pela Caimária do Brasil, para que, compreendendo sua Filosofia, possa então, optar por aplica-la como estilo de vida, prestando-se a Iniciação, caso seja de sua íntima, livre e espontânea vontade.

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