Em "Porto Alegre, das origens à predação neoliberal", volume segundo, Barcellos desenvolve a tese anunciada no primeiro: a de que a identidade da capital gaúcha está sofrendo um processo de predação impulsionada pelas políticas neoliberais em ascensão. Completando sua obra de quase 1.400 páginas, o autor aprofunda sua análise pessoal do desenvolvimento recente de Porto Alegre. Agora, ele mostra a desconstrução dos aspectos vistos no primeiro volume: cidade, sociedade, política, memória, educação e cultura, campos descritos de meados do século XX até hoje. Barcellos, diferente do primeiro volume, aqui reúne seus ensaios produzidos para portais como Sler, Sul21, A Terra é Redonda e Estado de Direito em uma obra que não é um manual de história da cidade, mas a visão pessoal de um de seus pesquisadores. Por essa razão, finaliza com um capítulo que mostra como ser antipredatório numa sociedade predatória. Sua descrição mostra que originalidade, pertencimento e diferença cedem espaço ao império do igual, ao desenraizamento e desconfiguração da paisagem da cidade, produzida pelas políticas neoliberais. A obra, inspirada em pensadores contemporâneos como Slavoj Zizek e Byung-Chul Han, apresenta, em estilo ensaístico, como a cidade vem sendo lentamente destruída em sua identidade em diversos campos; o que surpreende o autor é a rapidez desse processo, pois a cidade levou dois séculos para ser construída, mas está sendo destruída em pouco mais de duas décadas.
| ISBN | 9786501912875 |
| Número de páginas | 700 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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