Em muitas casas brasileiras há, perto da porta, um copo de água com sal grosso que ninguém comenta. Na varanda cresce uma espada-de-são-jorge; na carteira vai dobrada uma oração; no pescoço da criança, a figa pende ao lado da medalha de batismo. A mesma pessoa que comunga aos domingos pode, numa semana difícil, procurar a benzedeira do bairro para tirar o olho-gordo. Este livro percorre esse universo com respeito e rigor: as raízes portuguesas, indígenas e africanas da fé popular, a chegada do espiritismo e o nascimento da umbanda; os santos de proteção, de São Bento a Cosme e Damião; as ervas, o sal e a fumaça; o ofício da benzedeira, que reza de graça, e os males que ela benze, do quebranto ao cobreiro; os amuletos e a gramática do mal: olho-gordo, encosto e demanda. No fim, as orações reunidas, um glossário, um calendário devocional e um quadro das principais ervas, com o uso que a tradição lhes dá e o cuidado que pedem. Para quem cresceu entre rezas e benzeduras e quer entender de onde elas vêm, e para quem crê que a palavra dita com fé ainda ampara.
| ISBN | 9786597760251 |
| Número de páginas | 335 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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