Este livro nasce de uma ansiedade que, nos últimos anos, deixou de ser tema de salões filosóficos para irromper na vida ordinária de cada um. Máquinas respondem a perguntas, escrevem cartas, traduzem línguas, escrevem códigos, diagnosticam doenças, preveem mercados, redigem sentenças. E o fazem, em muitos casos, com uma desenvoltura que recobre o observador desprevenido de assombro e o observador atento de uma espécie de vertigem. A pergunta, então, é a que se impõe espontaneamente: estará nascendo, ali, alguma coisa parecida com uma mente?
A pergunta é antiga. Já estava em Aristóteles, quando este perguntava o que era a alma, e o que distinguia o vivo do não-vivo. Estava em Descartes, quando este distinguia o pensamento da extensão. Estava em Turing, quando este propôs que se chamássemos de inteligente o que parecesse inteligente. Estava em Searle, quando este nos perguntou se o homem dentro da sala chinesa, manipulando símbolos sem compreendê-los, era um caso paradigmático de inteligência ou de estupidez bem treinada. O que mudou — e mudou radicalmente — não foi a pergunta. Foi a urgência.
O que tinha o sabor de uma especulação remota, hoje penetra sobre cada conversa, cada profissão, cada instituição. Conversas inteiras transcorrem entre humanos e máquinas sem que o humano perceba — ou querendo não perceber — que do outro lado da tela não há um outro humano. (...)
| Número de páginas | 140 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Couche 90g |
| Idioma | Português |
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