Este volume reúne dois textos concebidos separadamente mas que, no momento de sua composição final, revelaram-se membros de um só corpo argumentativo. O primeiro, A Causa, a Liberdade e o Sentido, é meditação metafísica sobre a estrutura interna do ato humano — sobre o entrelaçamento da trama causal que nos antecede, da experiência da liberdade que nela se exerce e da continuidade de sentido pela qual a vida se torna inteligível para si mesma. O segundo, A Mulher de César, transporta essa meditação para o terreno da guerra cultural brasileira contemporânea, mostrando que a mesma tríade — causa, liberdade, sentido — organiza, em escala coletiva, aquilo que está em disputa no espaço público .
Nada poderia parecer, à primeira vista, mais distante de uma reflexão sobre o ato voluntário do que a polêmica acerca dos mecanismos hegemônicos da imprensa, do judiciário e da universidade brasileira. E, no entanto, ao longo da composição do segundo texto, a distância revelou-se apenas aparente. Toda guerra cultural se decide, em última análise, num campo metafísico: o de quem detém autoridade para imputar causas, narrar liberdades e produzir sentido. Quando essa autoridade se torna monopolista — quando uma rede assimetricamente posicionada de instituições e atores se arroga o direito de definir, em primeira instância, o que conta como real para uma sociedade —, o problema deixa de ser teórico e passa a ser civilizacional. E quando o monopólio se apresenta sob a aparência ...
| Número de páginas | 198 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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