DA MENSURAÇÃO À NARRATIVA: ECONOMIA AMBIENTAL ENTRE A CIÊNCIA E A IDEOLOGIA
Este ensaio nasceu de uma tensão. Não a tensão dramática dos panfletos, mas aquela mais sutil — e por isso mais difícil — que atravessa toda ciência aplicada quando seus objetos se tornam símbolos políticos. A economia ambiental percorreu, ao longo de meio século, trajetória notável: de curiosidade periférica a campo central com implicações diretas para a governança global. Os números que ela produz transcenderam a academia para moldar instituições. Mercados de carbono dependem de estimativas de custos de abatimento. Análises de impacto regulatório fundamentam decisões que afetam milhões de pessoas. Negociações climáticas internacionais são informadas por projeções de danos e cenários de mitigação. A econometria tornou-se, literalmente, uma tecnologia de governança — um meio de traduzir valores sociais em parâmetros de política. Mas a transformação não elimina questões que a técnica não pode resolver. E é precisamente aqui que a tensão se manifesta. A economia das externalidades ambientais é conquista intelectual genuína. Pigou ofereceu o fundamento conceitual: externalidades como divergência entre custos privados e sociais. A econometria preencheu a lacuna empírica, desenvolvendo métodos para estimar funções de dano, valorar bens ambientais, identificar efeitos causais e avaliar desempenho de instrumentos regulatórios. A revolução da credibilidade, que Angrist e Pischke celebraram, demonstrou ...
| Número de páginas | 173 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Couche 90g |
| Idioma | Português |
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