A tese que se pretende desenvolver ao longo deste ensaio é a seguinte: a esquerda contemporânea, em suas múltiplas variantes — progressismo, ideologia woke, identitarismo, racialismo, antissemitismo travestido de antissionismo, regulação da liberdade de expressão sob o pretexto de combate à "desinformação", e interpretações de justiça social que subordinam o mérito individual à engenharia demográfica —, opera como o principal agente de dissolução das instituições que preservam a individualidade. Não o faz por acidente ou por efeito colateral de boas intenções mal calibradas, mas por necessidade estrutural: o domínio coletivo é a condição de permanência no poder de um projeto político que não pode sobreviver ao escrutínio da razão individual.
A formulação é deliberadamente forte, e convém desde já prevenir o mal-entendido mais previsível: não se trata de atribuir a todo indivíduo que se identifica como "de esquerda" uma intenção totalitária consciente. A maioria dos que aderem a causas progressistas o fazem movidos por sentimentos genuínos de compaixão, indignação moral ou desejo de justiça — sentimentos que, em si mesmos, são perfeitamente legítimos e frequentemente admiráveis. O que se afirma é que a lógica estrutural dos movimentos em questão — isto é, o funcionamento objetivo de suas propostas quando implementadas em escala — conduz, independentemente das intenções subjetivas de seus aderentes, à erosão sistemática das mediações institucionais que protegem o indivíduo...
| Número de páginas | 211 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Couche 90g |
| Idioma | Português |
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