Há livros que nascem de perguntas. Este nasceu de uma ausência. Não a ausência de respostas — estas abundam em nosso tempo, multiplicam-se em tratados acadêmicos, proliferam em sistemas cada vez mais sofisticados. Mas a ausência daquilo que torna as perguntas possíveis: a experiência imediata da unidade. Como se, ao ganharmos a capacidade de analisar, dissecar, categorizar, tivéssemos perdido a capacidade mais fundamental: a de ver. Este ensaio é, antes de tudo, um exercício de memória. Não memória pessoal ou histórica, mas memória ontológica — o resgate daquilo que a filosofia moderna esqueceu ao trilhar o caminho da fragmentação. René Guénon chamaria isto de retorno à Tradição primordial, não como nostalgia do passado, mas como reconhecimento de princípios metafísicos perenes que atravessam os séculos porque tocam a estrutura mesma do real.
Vivemos tempos estranhos. A filosofia — que deveria ser amor à sabedoria, philos-sophia, desejo ardente de conhecer a verdade — tornou-se frequentemente técnica árida, jogo de linguagem, construção de sistemas que se auto-referenciam sem jamais tocar o solo da experiência vivida. Perdemos o contato com aquilo que Husserl chamou de mundo da vida (Lebenswelt), o horizonte pré-teórico onde nos movemos cotidianamente, onde as coisas já têm sentido antes de qualquer conceitualização.
| Número de páginas | 122 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Couche 90g |
| Idioma | Português |
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