O século XX assistiu ao mais ambicioso experimento de engenharia social já tentado sobre a matéria viva dos povos. A promessa era sedutora: abolir a anarquia do mercado, substituir o caos da concorrência pela harmonia do plano, libertar a humanidade das cadeias do capital. O resultado foi uma catástrofe de proporções civilizacionais — dezenas de milhões de mortos, economias devastadas, sociedades deformadas por décadas de mentira institucionalizada.
Este ensaio reconstrói a história de uma utopia que se quis calculada e descobriu, ao preço de sofrimentos inomináveis, que o cálculo lhe era vedado. Partindo do célebre debate iniciado por Ludwig von Mises em 1920 — o debate do cálculo socialista —, o autor demonstra como a impossibilidade de coordenar racionalmente uma economia sem preços de mercado não era uma dificuldade técnica a ser superada, mas uma limitação epistemológica inscrita na própria estrutura do problema.
Da União Soviética à China maoísta, de Cuba à Coreia do Norte, das democracias populares da Europa Oriental aos experimentos africanos e asiáticos, A Utopia Calculada oferece um panorama abrangente da experiência socialista e de seu colapso. Mais do que um exercício de história econômica, trata-se de uma meditação sobre os limites do conhecimento humano — e sobre as consequências de ignorá-los.
Num momento em que novas formas de engenharia social global ressurgem sob outras roupagens, as lições deste debate permanecem de urgente atualidade.
| Número de páginas | 188 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Couche 90g |
| Idioma | Português |
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