O Abismo entre o que Pensamos e o que Vivemos - A teologia pergunta se a fé sem obras tem valor. A filosofia deveria perguntar o mesmo sobre o pensamento: de que vale uma ideia que não muda quem a sustenta?
Sócrates foi coerente até o fim. Condenado à morte, recusou fugir porque acreditava que a lei devia ser respeitada — mesmo quando a lei o matava. Era o filósofo que vivia o que pensava.
A modernidade acabou com essa exigência. Separou o pensamento da vida, dividiu o saber em departamentos estanques, e liberou o filósofo de qualquer obrigação de ser, ele próprio, a prova do que ensina. O resultado é um tipo humano hoje comum: aquele que fala com sofisticação crescente sobre virtude, justiça ou meio ambiente — e cuja vida contradiz cada palavra. Pense nos ativistas climáticos que cruzam o Atlântico de jatinho particular para discutir a redução da pegada de carbono.
Este livro diagnostica essa ruptura. Mas antes de explicar as causas, é preciso distinguir três tipos de incoerência — porque confundi-los é já ser vítima da mais grave delas.
| Número de páginas | 234 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Couche 90g |
| Idioma | Português |
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