Este volume nasce de uma exigência interna da trilogia A Economia em Busca de Sentido. Ao percorrer seis décadas de planos e políticas — do PAEG ao arcabouço fiscal —, a narrativa acumulou uma pergunta que não podia responder sem mudar de gênero: quais foram, afinal, os arcabouços teórico-metodológicos que sustentaram cada experimento, quem os pensou, quem os geriu, e o que a literatura acadêmica registrou deles — durante e depois? A narrativa conta; a síntese presta contas. São ofícios distintos, e o segundo tem suas próprias sujeições: renunciar ao pormenor que dá vida em troca da estrutura que dá inteligibilidade, e aceitar que todo quadro sinóptico é uma dívida assumida com a complexidade que ele comprime. A pergunta exige, portanto, um livro de síntese, não de narrativa. Aqui os planos comparecem não como episódios, mas como implementações — no sentido preciso que a engenharia de sistemas dá ao termo: a passagem de uma especificação (a teoria) a um artefato em funcionamento (a política), com todos os desvios, remendos e efeitos não previstos que essa passagem comporta. O economista que também é analista de sistemas reconhece o padrão em cada capítulo que se seguirá: os requisitos mudam durante a execução; o sistema legado — a economia indexada, o federalismo, o calendário eleitoral — impõe suas interfaces inegociáveis; e o usuário final, que é a sociedade inteira, opera a política de maneiras que nenhum projetista previu. A ciência política deu a esse hiato um estudo...
| Número de páginas | 101 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Colorido |
| Tipo de papel | Couche 90g |
| Idioma | Português |
Tem algo a reclamar sobre este livro? Envie um email para atendimento@clubedeautores.com.br
Faça o login deixe o seu comentário sobre o livro.