DIONISÍACOS
Poesia
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Poesia, Literatura Nacional, Ficção
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Sinopse

Na concepção do senso comum, quem quer que bata no peito e diga que aproveitou esta vida, já não vai mais para o Céu. O ceuzinho também dos fajutos. O Diabo se distrai sem preocupação, Deus por sua vez nos deixa bastante ao cargo do nosso livre-arbítrio. Avareza, gula, inveja, ira, luxúria, orgulho, preguiça são, simplesmente, as nossas delícias. Quando Jesus disse “Venda tudo que tens, dê aos pobres e vem comigo” ele complicou bem as coisas. O Céu está lá pra quem quiser entrar. A gente morre e realmente não leva nada. Mas do que nos resta, tem uma nesga que é o nosso ego. É a nossa cara suja. “Este se enfiou no mel”, diz São Pedro. Ele que fica lá só pra dar boas-vindas. O inferno é aqui mesmo, em vida. Se ainda existe alguma dúvida, lamento. O Diabo anda sempre muito bem-vestido, aliás, não se destoa em nada em relação a nós. Deus é que ficou para trás, a mesma alva túnica. É verdade que o que tem por aí é a pura cópula. Mas fazer filhos quase nunca é o propósito. Ao lado de Deus Pai, só há uns cinco ou seis, e assim mesmo, alternando bastante. Ser bom não é garantia para um eterno sossego, com a mão no ombro do sujeito Deus o recruta: “Estou precisando de uma pessoa de confiança...” e o Santo de barba branca retorna para o batente. Uns só batem e voltam, um tanto fica por lá. Cabe mesmo todo mundo, mas nada de muita gracinha. Parrudos alados sentam a porrada. Quem já morreu fica meio bobo, canso de explicar a situação para os perdidos, às vezes, já reencarnados. “Começou de novo, meu filho. Respira fundo e vai”. Não adianta nada dar conselhos, nem querer evitar este trânsito. Para a alma a escala de tempo é outra. E só depende do sujeito. Sonho em voltar sem fazer alarde, na calada da noite, sem a bulha dos julgamentos, ou comitês de recepção, que a gente acaba devendo favores ou que resolver missões impossíveis. Ah... Coitado de mim.

Características
Número de páginas 132
Edição 1 (2018)
Formato A5 (148x210)
Acabamento Brochura c/ orelha
Coloração Preto e branco
Tipo de papel Offset 75g
Fale com o autor
André Alvim Resende

André Alvim Resende nasceu em Brasília no dia 7 de Abril de 1971. Em Agosto de 1984 mudou-se de Brumado na Ba para Pouso Alegre MG. Lá estudou no colégio São José que anualmente promovia concursos literários, o que despertou o seu gosto pela escrita e ele começou a escrever os seus primeiros versos. Em 1989 mudou-se para Belo Horizonte, onde na PUC-MG formou-se em Psicologia em 1994. André é especialista na área de RH, mora atualmente em Uberlândia MG, e nunca deixou de se dedicar à poesia. Possui diversos livros publicados no clube de autores www.clubedeautores.com.br . As suas influências seguem pelo caminho seguro dos nossos grandes nomes da poesia como Drummond, Vinícius, Manuel Bandeira, Cruz e Souza, João Cabral de Melo Neto, como também o chileno Pablo Neruda. Ademais, entra toda a riqueza da MPB que cotidianamente e como expressão maior da nossa cultura, tem forte reflexo na sua escrita, como Gil, Caetano, Chico, Tom Jobim, e os grandes nome da atualidade, como Lenine, Zeca Baleiro, Otto e muitos mais.

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