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Livro A MORTE DO HOMO SAPIENS

A AÇÃO IRRACIONAL COMO VALOR SOCIAL

Por: CLEBERSON EDUARDO DA COSTA Denunciar

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R$ 47,97

Sinopse

“A sociedade pós-moderna, no alvorecer do século XXI, idolatra e se orgulha das máquinas que pensam. E, numa outra via paradoxal, suspeita e não vê com bons olhos os homens que, negando se tornarem meros apêndices delas, ainda ousam querer pensar.”

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Rotineiramente desqualificamos testemunhos e exigimos comprovação. Isto é, estamos tão convencidos da justeza do nosso julgamento que invalidamos provas que não se ajustem a ele. Nada que pareça ser chamado de verdade pode ser alcançado por esses meios. (In: A cabana. Milynne Robinson, The dealth of Adam)

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“(...) No avanço da industrialização, a máquina substitui as mãos e a programação automática substitui as mentes. (...) O outro problema é a repetição constante dos mesmos movimentos ao longo do dia, o que automatiza as ações e se torna um entrave ao raciocínio. Para se adaptar aos movimentos repetitivos, o trabalhador é obrigado a reprimir a criatividade e a inteligência, o que leva a um quadro de alienação.” (PETTA, Nicolina Luiza de. Et AL. História: uma abordagem integrante. – 1. ed. – São Paulo: Moderna, 2005. P. 147-149)

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Segundo Karl Marx , “para que o homem possa ser capaz de transformar (a sociedade ou a sua condição sócio-existencial) é preciso, antes, que ele seja capaz de transformar-se”.

Nesse sentido, para poder transformar-se é preciso também poder pensar: libertar-se das ideologias que, embrutecendo o pensamento, fazem com que os homens deixem de ser seres racionais, “homo sapiens” e/ou homo intelectos, e se transmutem em “homo faber” e/ou animais irracionais, existindo apenas como técnicos e/ou especialistas do saber, alienados para a compreensão simultânea das partes e do todo, culminados num estado de “animalização” e/ou de uma “condição humana sócio-existencial inumana, desumana e/ou inautêntica.”

Em outras palavras, para poderem ser capazes de transformarem-se e, na mesma via, de transformar, os homens precisam se libertar de uma “condição humana inumana e/ou desumana”, há séculos sistematizada, motivada pelos valores Cartesianos, Positivistas, Pragmáticos, construídos estes por meio de símbolos, formas particularistas de inserção social, especializadas de aprendizagem e de inserção no mundo do trabalho, mediante o avanço das ciências, atrelada esta ao desenvolvimento do capitalismo, com suas revoluções industriais.

Outra dimensão desse processo de irracionalidade instituída e/ou sistematizada, como um valor social nas sociedades capitalistas ocidentais contemporâneas, está, também, dada naquela que é diretamente causada e fomentada pela “Indústria Cultural”, onde, como bem ressaltou a filósofa Marilena Chauí, por meio dela e para ela, são construídos e mantidos, os chamados “espectadores médios”, “leitores médios”, aos quais são atribuídas certas “capacidades mentais médias”, numa espécie de sistematização - também fora das ideológicas instituições educativas de Estado – da chamada “pedagogia da mediocridade”.

A intrínseca relação entre esses dois processos de irracionalidades sistematizados nessas sociedades capitalistas ocidentais pós-modernas pode ser entendida como um mecanismo de “inversão dos processos de captação e/ou apreensão da realidade” pelos sujeitos, nela transformados em objetos, onde o inteligível, através da exigência de interiorização e, numa outra via, de exteriorização, como respostas a fragmentados conceitos simbólicos no campo visual, fica reduzido aos estados humanos, ou melhor, inumanos de meramente:

1- copiar e reproduzir;

2- aprender somente pensamentos, sob a forma de acúmulo de informações, e não de aprender a pensar.

Ou seja, se o “homo sapiens”, segundo a Antropologia, se diferencia dos outros animais ditos inferiores porque possui a capacidade de “evoluir do sensível para o inteligível”, nessas sociedades, ao contrário, tragicamente, eles estão colocados como seres irracionais, simbólicos, limitados a apreenderem a realidade de forma fragmentada, por meio da exigência social de respostas a estímulos visuais e culturais, enquanto produtos culturais, também de forma fragmentária e/ou fragmentária...

Categorias: Antropologia, Educação, Ciências Humanas E Sociais, Filosofia
Palavras-chave: arendt, chaui, donald, durkheim, etc., hannah, kant, kroeber, levie, marx, nietzsche, weber

Características

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Número de páginas: 153

Edição: 1(2014)

ISBN: 978-1497336247

Formato: A5 (148x210)

Coloração: Preto e branco

Acabamento: Brochura c/ orelha

Tipo de papel: Offset 75g

Reconhecimento

Sobre o autor

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CLEBERSON EDUARDO DA COSTA

Cleberson Eduardo da Costa (mais de 100 livros publicados, muitos deles traduzidos para outros idiomas), natural do Rio de Janeiro, é Graduado pela (UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro/1995-1998), Pós-graduado em educação (UCAM – Universidade Candido Mendes), Pós-graduando em Filosofia e Direitos Humanos (UCAM – Universidade Candido Mendes), Mestre e Doutor (livre) em Filosofia do conhecimento (epistemologia) e Pedagofilosofia Clínica (FUNCEC - pesquisa, ensino e extensão), Pesquisador, Professor universitário, Especialista em metodologia do ensino superior, Licenciado em Fundamentos, Sociologia, Psicologia e Filosofia da educação, Didática, EJA (educação de Jovens e adultos) etc.

Além disso, foi aluno Especial do Mestrado em Educação (1999-2001/PROPED/UERJ), matriculado, após aprovação em concurso, nas disciplinas [seminários de pesquisa] “ESTATUTO FILOSÓFICO” (ministrado e coordenado pela professora Drª Lilian do Valle); e “POLÍTICAS EDUCACIONAIS NO BRASIL E NA AMÉRICA LATINA” (ministrado e coordenado pelo professor Dr. Pablo Gentili).

Estudou também no curso de MBA em Gestão Empresarial pela FUNCEFET/RJ/Região dos Lagos (2003-2005); no curso de Pós-Graduação em Administração e Planejamento da Educação pela UERJ (1999-2000); e realizou vários cursos livres e/ou de aperfeiçoamento nas áreas da filosofia e da psicanálise por instituições diversas, entre elas a FGV (Fundação Getúlio Vargas) e a SBPI (sociedade brasileira de psicanálise integrada).

De 1998 a 2008, atuou como professor de ensino superior (Instituto Superior de Educação da UCAM/universidade Cândido Mendes) nos campus universitários de Niterói, Nova Friburgo, Araruama, Rio de Janeiro, Teresópolis, Rio das Ostras, etc.

Participou (em sua trajetória profissional e/ou intelectual acadêmica) de diversas pesquisas, como, por exemplo, o projeto UERJ-DEGASE, relativo à (EJA) e também em pesquisas centradas em problemáticas políticas, filosóficas e pedagógicas com professores renomados, como Pablo Gentili (UERJ/CLACSO), Cleonice Puggian (UNIGRANRIO), Carla Imenes (UEPG), Cristiane silva Albuquerque (UERJ), Marco Antonio Marinho dos Santos (OCA/RJ) entre muitos outros.

Atualmente dedica-se à docência universitária; a pesquisas em educação; a consultorias relativas à educação, no sentido do aprimoramento, da superação e do desenvolvimento humano; à realização de palestras acadêmicas e multiorganizacionais e à produção de obras nos mais diversos campos do saber.

[email protected]


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