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Livro HEGEL PARA PROFESSORES

O Filósofo do Saber absoluto

Por: CLEBERSON EDUARDO DA COSTA Denunciar

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R$ 48,30

Sinopse

I

Por que Hegel para professores, o chamado filósofo do saber absoluto?

Respondo-vos:

A filosofia de Hegel (1770-1831) a partir do séc.XX experimentou e, ainda hoje – alvorecer do séc. XXI –, tem experimentado um grande renascimento, e tal fato deveu-se e deve-se, em grande parte, a quatro importantes motivos:

1- Porque Hegel foi redescoberto e reavaliado como progenitor filosófico do marxismo (e não somente por marxistas de orientação filosófica);

2- Porque a perspectiva histórica (de busca pelo conhecimento) que Hegel colocou em tudo, em sentido geral, além de Karl Marx, influenciou também:

A- A filosofia de Foucault (1926-1984), com o seu chamado Método Arqueológico;

B- A filosofia de Nietzsche (1844-1900), com a sua “Genealogia da moral” e com a chamada “teoria das três transformações do espírito” (o camelo, o leão e a criança);

C- As filosofias de Sartre e Heidegger, com seus diferentes existencialismos, e também as de muitos outros;

3- Porque, à época, e mais ainda hoje, tem sido crescente o reconhecimento da importância dos seus fundamentos epistemológicos (fenomenológico, sob as bases do seu idealismo dialético) de busca pelo conhecimento.

4- Porque importantes filósofos (Georg Lukács, Herbert Marcuse, Theodor Adorno, Ernst Bloch, Alexandre Kojève e Gotthard Günther) foram e, outros, ainda hoje, têm sido responsáveis diretos e indiretos pelo renascimento de Hegel, colocando em evidência os fundamentos epistemológicos da sua filosofia ou Fenomenologia do Espírito.

II

Entretanto, na mesma via, nenhum filósofo foi e/ou tem sido tão mal traduzido ou interpretado quanto Hegel. Sua filosofia foi em muitos casos deturpada de maneira trágica e, até hoje, devido a esse motivo, tem sido incompreendida ou mal compreendida por muitos, na sua maioria professores. Ou seja, muitos que falaram sobre Hegel não sabiam o que falavam ou, sabendo o que falavam, não souberam corretamente dele falar. Certamente isso se deve ao fato de, por ter sido criticado e pejorativamente chamado de idealista por filósofos como Feuerbach, Karl Marx (1818-1883), Friedrich Engels e outros, ter sido também, na mesma via, colocado historicamente na condição de pensador conservador, inatista e/ou pré-determinista como Platão, Descartes e tantos outros, ou seja, colocado na condição:

1- De preservador das injustiças sociais ou do status quo;

2- De antirrevolucionário.

III

O que se pode dizer, entretanto, e que se verá ao longo deste trabalho é que o idealismo dialético de Hegel, embora o mesmo conceba a natureza como sendo a manifestação da ideia pura, em muito se difere dos idealismos de pensadores clássicos como Platão e modernos como Descartes, uma vez que, para ele, Hegel, as ideias puras, que dão origem à natureza, não são imutáveis, pois o Ser é concebido por ele como Devir (vir a ser) e, a verdade, dentro desse contexto, é compreendida como algo histórico, ou seja, como aquilo que se manifesta dialeticamente no tempo. Isto é, Hegel, sem sombra de dúvidas, epistemologicamente falando, deu saltos qualitativos em relação a todos os outros filósofos, e não somente aqueles considerados idealistas.

IV

Mesmo Karl Marx (e Engels), como se sabe, crítico radical de Hegel, ao desenvolver a sua dita filosofia materialista dialética, a sua dita “concepção materialista dialética da história”, se não o plagiou, foi muito pouco original em relação a ele, uma vez que somente inverteu a concepção filosófica do mesmo, ao, por exemplo, defender a ideia de que o processo dialético começa a partir da matéria (natureza) e não da ideia pura, ou seja, desenvolveu praticamente a mesma epistemologia de Hegel e, ao final, apenas sistematizou-a de forma invertida. Isto é, penso que Karl Marx leu tanto Hegel que usou invertidamente o idealismo dialético de Hegel em bases materialistas e econômicas.

V

Não se terá, aqui, todavia, o objetivo de confrontar ou comparar as filosofias de Marx e Hegel, uma vez que, pensa-se que, as ideias do primeiro já se encontram por demais difundidas e conhecidas não somente no meio acadêmico, mas também no universo dos mais diferentes grupos ditos socialistas ou anticapitalistas de todo o mundo.

Pretende-se, aqui, na unidade I, apenas dialogar e/ou estudar, da maneira mais aprofundada e, ao mesmo tempo, didática possível, as ideias desse grande filósofo que foi Hegel, ou seja, buscar melhor compreender a essência da sua filosofia, assim como também as suas importantes contribuições à metafísica, em sentido geral, e à epistemologia, sob as bases da sua fenomenologia do espírito, em sentido específico.

Na unidade II, traremos à tona uma minuciosa e cuidadosa relação dos principais axiomas de Hegel, em consonância com as temáticas desenvolvidas na unidade I, visando-se um aprofundamento do estudo. A partir da unidade III, apresentaremos outros ensaios, discutindo-se problemáticas filosóficas diversas.

Esperamos que, esse livro, de alguma forma, possa contribuir à formação de uma sociedade mais livre, porque mais autônoma, intelectualmente falando e, na mesma via, mais equitativa, democrática, ética e justa, porque também politicamente mais participativa.

Categorias: Ciências Humanas E Sociais, Educação, Filosofia, Metafísica, Metodologia, Ocidental
Palavras-chave: dialÉtica, epistemologia, fenomenologia, hegel, idealismo

Características

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Número de páginas: 161

Edição: 1(2016)

ISBN: 978-1541318823

Formato: A5 (148x210)

Coloração: Preto e branco

Acabamento: Brochura c/ orelha

Tipo de papel: Offset 75g

Reconhecimento

Sobre o autor

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CLEBERSON EDUARDO DA COSTA

Cleberson Eduardo da Costa (mais de 100 livros publicados, muitos deles traduzidos para outros idiomas), natural do Rio de Janeiro, é Graduado pela (UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro/1995-1998), Pós-graduado em educação (UCAM – Universidade Candido Mendes), Pós-graduando em Filosofia e Direitos Humanos (UCAM – Universidade Candido Mendes), Mestre e Doutor (livre) em Filosofia do conhecimento (epistemologia) e Pedagofilosofia Clínica (FUNCEC - pesquisa, ensino e extensão), Pesquisador, Professor universitário, Especialista em metodologia do ensino superior, Licenciado em Fundamentos, Sociologia, Psicologia e Filosofia da educação, Didática, EJA (educação de Jovens e adultos) etc.

Além disso, foi aluno Especial do Mestrado em Educação (1999-2001/PROPED/UERJ), matriculado, após aprovação em concurso, nas disciplinas [seminários de pesquisa] “ESTATUTO FILOSÓFICO” (ministrado e coordenado pela professora Drª Lilian do Valle); e “POLÍTICAS EDUCACIONAIS NO BRASIL E NA AMÉRICA LATINA” (ministrado e coordenado pelo professor Dr. Pablo Gentili).

Estudou também no curso de MBA em Gestão Empresarial pela FUNCEFET/RJ/Região dos Lagos (2003-2005); no curso de Pós-Graduação em Administração e Planejamento da Educação pela UERJ (1999-2000); e realizou vários cursos livres e/ou de aperfeiçoamento nas áreas da filosofia e da psicanálise por instituições diversas, entre elas a FGV (Fundação Getúlio Vargas) e a SBPI (sociedade brasileira de psicanálise integrada).

De 1998 a 2008, atuou como professor de ensino superior (Instituto Superior de Educação da UCAM/universidade Cândido Mendes) nos campus universitários de Niterói, Nova Friburgo, Araruama, Rio de Janeiro, Teresópolis, Rio das Ostras, etc.

Participou (em sua trajetória profissional e/ou intelectual acadêmica) de diversas pesquisas, como, por exemplo, o projeto UERJ-DEGASE, relativo à (EJA) e também em pesquisas centradas em problemáticas políticas, filosóficas e pedagógicas com professores renomados, como Pablo Gentili (UERJ/CLACSO), Cleonice Puggian (UNIGRANRIO), Carla Imenes (UEPG), Cristiane silva Albuquerque (UERJ), Marco Antonio Marinho dos Santos (OCA/RJ) entre muitos outros.

Atualmente dedica-se à docência universitária; a pesquisas em educação; a consultorias relativas à educação, no sentido do aprimoramento, da superação e do desenvolvimento humano; à realização de palestras acadêmicas e multiorganizacionais e à produção de obras nos mais diversos campos do saber.

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