ESCALPO
Poesia Reunida
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Poesia, Não Ficção
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Sinopse

“Escalpo” persiste na sina do “IGNOMÍNIAS”: o retinir do frio metal. Mas agora com uma sutil diferença. De lá onde o eco perde a natureza, confunde-se talvez com o trânsito, um choro de criança ou um canto de pássaro. Em longas e vaporosas camisolas, casacos de plumas ou mesmo nuas, surgem como que encantadas, não como doçura; como leite morno; o mel medicinal, luas transtornadas se desfolhando, no engano da palavra; o príncipe do sapo, escalpeladas. Queixosas de um homem que é um halo: ninguém pode responder! Também não me preocupei em dar ordem a tudo isto. “Escapo” é a reunião dos trabalhos de dezembro de 2013 a março do ano seguinte. Poemas inspirados em imagens, boa parte deles postados no Facebook, o único vão por onde ainda resvala esta branca nodoa; sinal de socorro talvez, ainda incompreendido, consumido a revelia, quase sem nenhum valor.

Poeta e musa seriam seres impalpáveis? O amor, a tragédia shakespeariana em que ambos os protagonistas morrem envenenados? Ando surpreso como a urgência anda poluindo tudo, assoreando rios; sorrisos, desmatando indiscriminadamente, num triste materialismo. E antes que o poeta possa entender o estratagema feminino, este fingir-se de morta, adormecida; este luxo; este custo; esta agonia para escapar... De quem? Da família, da sociedade; estas igrejas falidas? A cruz feminina, crer simplesmente no valor do seu peso em ouro, o que uma aparência incitaria; excitaria, numa morte súbita, num tudo ou nada se atirando ao pescoço?... O exausto vate se envenena, perde as estribeiras, manda a merda, acuado também... E por quem? A sua causa perdida, o macho destituído, os reinos comprometidos pelo totalitarismo do capital, os ricos mais ricos?... Existem mais coisas entre a terra e o inferno que a nossa fundamental hipocrisia... O céu nós já perdemos faz tempo!

Características
Número de páginas 136
Edição 2 (2014)
Formato A5 (148x210)
Acabamento Brochura c/ orelha
Coloração Preto e branco
Tipo de papel Offset 75g
Fale com o autor
André Alvim Resende

André Alvim Resende nasceu em Brasília no dia 7 de Abril de 1971. Em Agosto de 1984 mudou-se de Brumado na Ba para Pouso Alegre MG. Lá estudou no colégio São José que anualmente promovia concursos literários, o que despertou o seu gosto pela escrita e ele começou a escrever os seus primeiros versos. Em 1989 mudou-se para Belo Horizonte, onde na PUC-MG formou-se em Psicologia em 1994. André é especialista na área de RH, mora atualmente em Uberlândia MG, e nunca deixou de se dedicar à poesia. Possui diversos livros publicados no clube de autores www.clubedeautores.com.br . As suas influências seguem pelo caminho seguro dos nossos grandes nomes da poesia como Drummond, Vinícius, Manuel Bandeira, Cruz e Souza, João Cabral de Melo Neto, como também o chileno Pablo Neruda. Ademais, entra toda a riqueza da MPB que cotidianamente e como expressão maior da nossa cultura, tem forte reflexo na sua escrita, como Gil, Caetano, Chico, Tom Jobim, e os grandes nome da atualidade, como Lenine, Zeca Baleiro, Otto e muitos mais.

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