Este ensaio nasceu de uma expressão — ou, mais precisamente, do incômodo que uma expressão provoca quando se recusa a ser apenas expressão e insiste em ser pensada. A frase é simples: a história não tem começo nem término, tem camadas. Ela surgiu no decurso de uma reflexão sobre as origens dos erros políticos contemporâneos — a persistente tendência das gerações recentes de tratar o presente como se fosse o começo do tempo e o futuro como se fosse o ponto de chegada da história. Quando a expressão foi formulada, ela parecia óbvia. Quando foi examinada, revelou-se filosófica. O que é, precisamente, uma camada histórica? Por que razão o tempo histórico se estratifica em vez de fluir linearmente? O que significa dizer que nenhuma geração começa do zero — e que consequências práticas isso tem para a pedagogia, para a política, para a filosofia? E o que significa dizer que não há término — que nenhuma utopia encerra o movimento das camadas e, portanto, nenhuma utopia justifica os crimes que comete em nome de um término que nunca chega? Estas foram as perguntas que o incômodo com a expressão foi gerando — e que os dez capítulos deste ensaio procuram responder.
A Origem do Ensaio: uma Expressão que Pediu Desenvolvimento
Nenhum texto começa onde diz que começa. Este ensaio diz que começa numa expressão — e é verdade — mas a expressão não emergiu do nada. Emergiu de anos de trabalho intelectual sobre a crise das instituições brasileiras, sobre a erosão das referências culturais...
| Número de páginas | 164 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Couche 115g |
| Idioma | Português |
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