Este livro nasceu de três textos que, escritos em ocasiões distintas, descobriram-se partes de um mesmo argumento. O primeiro, A Corte dos Espelhos, era uma anatomia da intelligentsia: o estudo do vício antigo a que a teologia moral chamava respeito humano e da maneira pela qual ele converte homens inteligentes em guardiões de uma realidade de segunda mão. O segundo, O Tribunal Invisível, era uma meditação sobre a legitimidade: a velha pergunta de Sócrates a Cálicles — o poder é justo porque vence, ou deve vencer porque é justo? — relida à luz da Cruz, de Girard, de Nietzsche e do paradoxo moderno do guardião que interpreta a norma que deveria guardar. O terceiro não é meu. É um artigo do Procurador de Justiça César Dario Mariano da Silva, escrito no calor da crise aberta pelo relatório da Polícia Federal sobre o celular do banqueiro Daniel Vorcaro, cujo título é já uma tese: Não se pode anular a verdade para proteger o poder. Um segundo artigo do mesmo autor, escrito na noite do segundo turno da eleição presidencial — Prorrogar a votação em uma canetada: e as consequências? —, sustenta o capítulo XV; um terceiro, escrito no dia seguinte — Eleição presidencial sob questionamento: o que pode ser discutido na Justiça? —, o capítulo XVI; e um quarto — Flávio Bolsonaro e a apreensão do passaporte: uma suposição basta? —, o capítulo XVII.
| Número de páginas | 187 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Couche 115g |
| Idioma | Português |
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