Este estudo nasceu de uma releitura e de uma coincidência. A releitura é a de Como matar a borboleta-azul: uma crônica da era Dilma, que Monica Baumgarten de Bolle publicou em 2016, quando o governo que ela descrevia acabava de ruir sob o peso das próprias contas. A coincidência é o calendário: dez anos depois, na semana em que o Brasil reconduziu ao Planalto, por pequena margem, o mesmo projeto político cuja primeira derrocada o livro narrou, a autora reapareceu no debate público em três papéis que, à primeira vista, não se encaixam — como a observadora aliviada com a reeleição, como a crítica severa do programa econômico da oposição derrotada, e como a defensora de uma proposta heterodoxa de redução forçada dos juros formulada por André Lara Resende.O método aqui é o da casa. Leio o livro a partir da tradição a que pertenço — a dos economistas liberais e conservadores, de Bastiat a Hayek, de Burke a Roberto Campos — e procuro fazê-lo com a lealdade que se deve a um adversário inteligente, que neste caso é também, em larga medida, um aliado de diagnóstico. Não se trata de panfleto. Trata-se de perguntar o que o livro viu, o que não viu, e por que a cegueira de então ajuda a explicar as escolhas de agora. Uma correção de rumo, antes de partir. A encomenda deste ensaio supunha que Monica de Bolle, depois das eleições, criticara as ideias de Lara Resende abraçadas pelo entorno do governo reeleito. Os registros disponíveis dizem outra coisa: ela saiu em defesa da proposta ...
| Número de páginas | 138 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Couche 115g |
| Idioma | Português |
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