O tema não é novo. Pensadores como Roger Scruton, Eric Voegelin, Russell Kirk e, no Brasil, Olavo de Carvalho há décadas mapearam os contornos do fenômeno que estas páginas pretendem aprofundar. Scruton identificou, na cultura pós-moderna, a destruição sistemática das condições de possibilidade da excelência cultural e moral. Voegelin diagnosticou, no pensamento ideológico moderno, uma forma de gnosticismo político que fecha as perguntas radicais para preservar o sistema. Kirk preservou, numa época de crescente abstração, a memória das tradições concretas em que o conservadorismo filosófico tem suas raízes mais profundas. No Brasil, Olavo de Carvalho foi o interlocutor mais incômodo e mais necessário do debate cultural das últimas três décadas. Incômodo porque formulou perguntas que o campo intelectual dominante preferia não ouvir; necessário porque essas perguntas, formuladas ou não, continuavam a exigir resposta. Este ensaio não é um apêndice à obra de Carvalho — é, em vários pontos, um desenvolvimento a partir de premissas distintas. Mas reconhece a dívida: quem formulou as perguntas mais precisas sobre o processo que este ensaio examina merece ser nomeado. Mas cada época exige que o diagnóstico seja refeito a partir de seus próprios materiais. As categorias que Scruton forjou na Inglaterra dos anos 1980, as análises que Voegelin desenvolveu na América do pós-guerra, os mapeamentos que Carvalho produziu no Brasil dos anos 1990 — todos eles iluminam o presente, mas ...
| Número de páginas | 105 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Couche 115g |
| Idioma | Português |
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