Este livro reúne três ensaios que nasceram separados e que, relidos juntos, descobri que eram cartas. Não o eram por gênero declarado: nenhum deles começa por “Caro amigo” nem termina com saudações, exceto o último, que se fecha com uma carta de verdade. Eram cartas por algo mais íntimo do que a forma — pela direção. Cada um deles foi escrito a alguém, ou a partir de algo que me foi endereçado, e cada um chegou ao seu destino com atraso, depois de atravessar anos que pareciam tê-lo tornado inútil. Foi ao perceber esse parentesco que lhes dei o nome comum de Cartas filosóficas, e é dele que convém começar. A primeira carta, O Rosto que Não se Desenha, é dirigida a um amigo. Nasceu de uma aula de Olavo de Carvalho sobre aquilo que sabemos e não conseguimos descrever — a personalidade humana, que conhecemos inteira num relance e não sabemos dizer em que consiste — e de um acontecimento que a aula parecia ter descrito de antemão. A segunda carta, O Abandono dos Ideais, faz o caminho inverso: não é escrita por mim, mas recebida. Em setembro de 1987, Olavo deu a um pequeno auditório de jovens uma aula sobre o modo como os ideais se perdem — pela exaltação que toma a promessa pela posse, e pela banalização que renega o ideal para salvar o orgulho. A terceira carta, Mensagem Valiosa, completa a figura. É a carta de um terceiro ao mestre: a missiva em que o antropólogo Mércio Gomes, perguntou a Olavo de Carvalho, em dezembro de 2021, como dois pensadores do mesmo país haviam chegado
| Número de páginas | 210 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Couche 115g |
| Idioma | Português |
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