Este ensaio nasceu de um texto anônimo que circula nas redes sociais brasileiras, atribuído em substância ao ex-agente soviético Yuri Bezmenov. O texto é breve, de tradução visivelmente maquinal, e afirma três coisas: que a lavagem cerebral totalitária não destrói a verdade, mas a capacidade de processá-la; que a subversão de uma sociedade exige de quinze a vinte anos, o tempo de formar uma geração; e que os intelectuais, ativistas e militantes que servem de vanguarda à tomada do poder são, uma vez instalado o novo regime, os primeiros a serem expurgados. Fecha com uma frase de escárnio: Adeus, camaradas.Antes de construir sobre esse chão, convinha examiná-lo. Um ensaio que denuncia a manipulação não pode apoiar-se num documento manipulado sem o saber. O exame mostrou três camadas distintas, que convém separar com cuidado. A primeira camada é autêntica. Yuri Alexandrovich Bezmenov trabalhou para a agência soviética Novosti na Índia, desertou em 1970, viveu no Canadá sob outro nome e expôs suas teses sobretudo em duas fontes: a longa entrevista concedida a G. Edward Griffin em 1984 e o opúsculo Love Letter to America, que publicou sob o pseudônimo de Tomas Schuman. Nelas estão os quatro estágios da subversão, desmoralização, desestabilização, crise e normalização; o prazo de quinze a vinte anos, justificado pelo tempo necessário para educar uma geração de estudantes; a imagem do desmoralizado que não acreditaria nem diante dos campos de concentração; e a advertência de que...
| Número de páginas | 114 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Couche 115g |
| Idioma | Português |
Tem algo a reclamar sobre este livro? Envie um email para atendimento@clubedeautores.com.br
Faça o login deixe o seu comentário sobre o livro.